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A História da BeatRoot – um artigo muito pessoal

A História da BeatRoot – um artigo muito pessoal

Muitas pessoas me perguntam como tudo começou e como é que estes deliciosos hambúrgueres nasceram.

Hoje resolvi contar-vos tudo! 

Para quem ainda não me conhece, sou a Joana , tenho 31 anos e fiz um percurso semelhante ao de muitas pessoas da minha geração. Isto quer dizer, que segui a “receita” típica da felicidade – ser uma boa aluna , escolher um curso com saída , numa das melhores universidades de Portugal. Estudei gestão e economia , sempre tão distanciada do que gostava mesmo, acreditava que dentro dessa caixinha poderia encontrar um bom emprego, casar, ter filhos e ser feliz para sempre. Not! Aos 27 anos mergulhava numa enorme crise de identidade , depois de ter quase tudo isso. Tinha um emprego aparentemente bom, bem pago, com longas horas de trabalho diário, umas verdadeiras “algemas de ouro”. Eu já vivia sozinha, tinha coisas, muitas coisas… 

Aos 27 anos estava tão perdida de mim própria , que acabou por culminar numa crise emocional. Sentia que passava 80% do meu tempo a dedicar-me a um trabalho que não cumpria o meu propósito de vida. ” E já agora, qual é mesmo o meu propósito de vida ?” Perguntava-me nessa altura… tenho vontade de rir quando penso nisso! A maioria das nossas tragédias, transforma-se em comédias anos mais tarde…mas adiante… 

Tinha consciência do vazio que existia na minha vida, sabia que não queria essa realidade, mas também não sabia para onde ir. Por onde começar? Por dentro , é a resposta. 

Não vale a pena fugirmos , só porque não gostamos do nosso trabalho, ou da nossa vida. Fugir é apenas uma solução temporária. Então comecei por aprender mais sobre mim e sobre a minha individualidade, estudei temas como desenvolvimento pessoal e macrobiótica. A minha paixão por alimentação saudável era cada vez mais evidente.

Com 27 anos despedi-me desse trabalho , com o qual aprendi imenso, foi muito positivo no meu desenvolvimento , mas já não servia o meu propósito.  Despedi-me sem ter outro trabalho. Um verdadeiro acto de coragem para alguns, para mim coragem seria ter ficado. Sai do trabalho, sai da casa, vendi coisas e voltei para casa da minha mãe…

Lá estava eu , sem trabalho, sem dinheiro, sem coisas e sem rumo.

Tinha poupanças para viver 4 meses e acreditei que em 4 meses iria arranjar uma solução. 

Sentia-me aliviada pela minha decisão e nunca arrependida, finalmente tinha criado espaço e tempo na minha vida para pensar, respirar e me encontrar. Foi um passo atrás , para depois dar muitos em frente. A minha aventura tinha começado! Foi um jogo de malabarismo para aprender a viver com menos, gerir o medo do desconhecido , aprender que no fim acreditar é o mais importante.

Ainda não sabia bem o que queria, mas sabia que tinha de estudar e aprender mais, confiante que num ano ou dois saberia que rumo tomar. Ao mesmo tempo,  teria de ter um trabalho que me permitisse pagar os meus estudos e que estivesse alinhado com os meus valores. O trabalho surgiu em 3 meses, fui convidada para fazer parte da equipa de abertura de uma cadeia de supermercados saudáveis / biológicos. Que alegria! Tudo se estava a compor. Durante 1 ano fiz um trabalho super divertido , a criar a oferta do que hoje conhecem como supermercados Go Natural. Teve os seus desafios, mas foi uma experiência muito interessante. Durante esse ano estudei e aprendi o máximo que podia sobre alimentação macrobiótica, saúde e bem-estar.

Ao final de 1 ano a minha crise voltou! Que rapariga inquieta esta! Mas que bênção foi ter tido estas crises , que me obrigaram a mudar, a reflectir e a criar a minha própria vida.

Com 28 anos decidi despedir-me mais uma vez, desta vez com todas as ferramentas necessárias para criar o meu próprio negócio, a minha realidade, o meu sonho. Todo o passado foi uma escola, à qual estou eternamente grata. 

Estava decidida em criar uma marca de comida natural, vegan e biológica que espelhasse o meu sonho – Contribuir para uma mudança positiva no mundo através da alimentação.

 

Estive 1 ano “desempregada”, a criar o conceito, receitas, fazer parcerias , desenvolver a imagem , etc.

Comecei tudo sozinha  e no inicio estava a ser muito desgastante. Foi nessa altura que convidei o Marco Fonseca , chef de cozinha no Instituto Macrobiótico de Portugal para se juntar a mim , pois sabia que este projecto era algo que ele próprio também idealizava há algum tempo.

Durante 1 ano a BeatRoot esteve num período de incubação e há cerca de 1 ano atrás começámos oficialmente a vender.

Tem sido maravilhoso…com muitos desafios  e problemas, mas como consequência muitas aprendizagens. Nunca tive dúvidas, nunca tive arrependimentos e sempre acreditei que era o caminho certo. Acredito mesmo que quando estamos no caminho dos nossos sonhos, só pode correr bem. 

Estou imensamente grata a todas as pessoas que têm apoiado a divulgação da nossa marca e produtos, a todas as experiências que me trouxeram até ao dia de hoje e a todas as pessoas que tanto me ensinaram e inspiraram.

As maiores lições que tive até agora:

  • Confiar que sou capaz, mesmo que nunca tenho feito antes
  • Aceitar que não sou boa a fazer tudo, mas que mais vale feito do que perfeito
  • O amor e paixão que colocamos no nosso trabalho é mais importante que tudo o resto – atraímos as pessoas certas, os parceiros certos e os negócios certos. O medo estraga tudo.
  • Ver o copo meio cheio sempre
  • As dificuldades fazem parte , saber aceitar e saber que tudo passa, tudo muda.
  • Viver com a instabilidade e saber que não podemos controlar tudo, mas podemos confiar sempre 🙂

O Francisco Varatojo dizia “somos os criadores da nossa vida”, e somos mesmo.

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Não adianta queixarmos-nos de uma vida que nós próprios escolhemos. Temos de assumir a responsabilidade pela nossa felicidade e saber que todas as desculpas que dizemos a nós mesmos , são apenas crenças limitadoras que fomos coleccionando ao longo da vida. E se nada disso fosse verdade? Por vezes é difícil abandonamos as nossas crenças, aceitarmos que estivamos errados, é difícil lidar com o desconhecido. Mas vale a pena trabalhar para ultrapassar isto tudo, vale a pena, por uma vida com significado e com propósito.

A vida não é uma “corrida de ratos”, correr sem chegar a lado nenhum. Todos merecemos uma vida feliz, completa e memorável. E é possível, eu juro que é! 

Co-fundadora da BeatRoot

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